terça-feira, 23 de agosto de 2016

Como Seria Sua Vida com a Linha 3?

O especialista em transportes, Atílio Flegner, estudou e recentemente publicou as distâncias e o tempo gasto pelo passageiro entre as estações da Linha 3.

Da Estação Guaxindiba até a Estação Carioca, nada de engarrafamentos, calor, chuva, frio, vento e duas horas e meia de deslocamento. O trajeto seria feito em pouco mais de trinta minutos.

É bom sempre deixar claro para o leitor, que pelo projeto original do metrô fluminense, a Linha 2 começaria em Belford Roxo e terminaria em São Gonçalo. O conceito de Linha 3 surgiu em no Governo Rosinha Garotinho. A Estação Praça Araribóia receberia trens vindos de Icaraí (Linha 7). Posteriormente, a Linha 3 ganhou no papel uma nova extensão entre São Gonçalo e Visconde de Itaboraí.

Independente do número da linha, como seria sua vida se a Linha 3 estivesse em funcionamento?

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O Metrô Precisa Expandir

As seis estações em construção do metrô serão inauguradas em Agosto, antes dos Jogos Olímpicos. São elas: Estação General Osório II, Estação Nossa Senhora da Paz, Estação Jardim de Alah, Estação Antero de Quental, Estação São Conrado e Estação Jardim Oceânico.

Mas o metrô não pode parar aí. A nova malha metroviária, que nada mais é do que uma expansão da Linha 1, é muito pequena para atender ao Grande Rio. Novas obras precisam dar continuidade à expansão do metrô na metrópole.

Linha 2: O Centro da cidade passou por muitas obras nos últimos anos por causa dos Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos. O trânsito de veículos mudou, as linhas de ônibus sofreram diversas alterações e os bondes voltaram à paisagem carioca. Neste contexto, em Novembro de 2015, o Governo anunciou a contratação de um projeto técnico detalhado junto ao Metrô Rio por R$ 25 milhões para a conclusão do trecho Centro da Linha 2. Este trecho é importantíssimo para desafogar toda a rede metroviária da cidade. A Estação Estácio e a Estação Carioca estão prontas. A Estação Cruz Vermelha já teve as fundações feitas. Um pequeno pedaço de túnel entre a Estação Estácio e a Estação Praça da Cruz Vermelha também foi feito. Faltariam construir do zero a Estação Catumbi e a Estação Praça XV. A finalização deste trecho permitiria a expansão do metrô para Belford Roxo no trecho norte e para Niterói, São Gonçalo e Itaboraí na outra direção. O método recomendado para esta escavação no Centro é do cut & cover.

Linha 1: Para desafogar o metrô, uma vez que a Estação Gávea seja inaugurada, é preciso fazer urgentemente a ligação com a Estação Uruguai por baixo do maciço da Tijuca. O método recomendado para esta obra é da utilização de explosivos. Trata-se de uma obra simples e não é necessário construir nenhuma estação intermediária.  Para concluir a Linha 1 também é necessário construir a Estação Morro de São João, que está semi-pronta entre a Estação Botafogo e a Estação Cardeal Arco Verde.

Linha 4: O Estado do Rio adquiriu um tatuzão caríssimo. É preciso colocá-lo para funcionar. Seria ótimo colocá-lo na Estação Jardim Oceânico e colocá-lo para escavar até a Estação Alvorada. Ali, o metrô seguiria em linha reta e num terreno de solo homogênio. O trânsito pouco seria afetado. Os canteiros de obras das estações poderiam se localizar nos estacionamentos dos centros comerciais, que ganhariam uma entrada para o metrô. Afinal, estão previstas a Estação Downtown, Estação Città América, Estação Parque das Rosas, Estação Barra Shopping, Estação Nova Ipanema e Estação Alvorada.

Linha 3: O trecho em elevado entre a Estação Praça Araribóia e a Estação Guaxindiba é relativamente barato. Pode-se acrescentar a estre trecho a expansão até Itaboraí. O traçado do metrô ficaria pronto neste eixo para a futura ligação com a Estação Praça XV. Na verdade, a linha entre Belford Roxo e Itaboraí é uma só. Trata-se da Linha 2, que precisa ser concluída.

Linha 5: Prometida para 2007, até hoje a Linha 5 não saiu do papel. Nem um estudo detalhado foi feito. Trata-se de uma linha importantíssima que conectaria a população a diferentes modais e facilitaria a mobilidade em áreas de difícil acesso. Ela começaria na Estação Cocotá e passaria pela Estação Jardim Guanabara, Estação Aeroporto Internacional (conexão com a Linha 6), Estação UFRJ Campus Fundão, Estação Rodoviária Novo Rio, Estação Carioca (conexão com as Linhas 1 e 2) e terminaria na Estação Aeroporto Santos Dumont.

Linha 6: A Linha 6 foi substituída (temporariamente esperamos) pelo sistema de ônibus BRT. O ex-Secretário Estadual de Transportes, Carlos Osório, chegou a discutir o traçado com moradores da região do final de 2015 até Março de 2016. A linha começaria na Estação Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (conexão com a Linha 5) e iria até a Estação Alvorada, na Barra da Tijuca, passando pela Estação Irajá (conexão com a Linha 2) e diversos centros comerciais como Madureira Shopping, Casa Shopping e o Via Parque.

Méier: Apesar do bairro contar com uma estação de trem, os moradores do Méier e arredores revindicam o metrô no bairro. Deveria ser feito para beneficiar diversos bairros da Grande Tijuca. Só não pode é interromper a Linha 1 Circular.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Estação Antero de Quental Pronta

Estação foi entregue no dia 15 de Julho pelo consórcio Rio-Barra à concessionária Metrô Rio.





quinta-feira, 4 de agosto de 2016

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Fotos Históricas da Companhia do Metropolitano

Entre 1979 e 1998, a Companhia do Metropolitano era a responsável pela operação do metrô do Rio de Janeiro.

O metrô fluminense era um dos mais modernos do mundo. Dois motivos davam a ele este título: a largura das portas e a largura dos carros, permitindo que mais gente entrasse em cada composição e que as pessoas entrassem e saíssem rapidamente dos carros.

Vejam algumas fotos históricas abaixo:

Os trens do metrô operando com suas cores originais.

O antigo Centro de Controle Operacional do Metrô.

Uma composição do pré-metrô, que operava na Linha 2 e 
que hoje está apodrecendo no pátio do CM.

Trem do metrô no Centro de Manutenção.

Segurança do Metrô em 1979.

Diagrama comparando o trem do metrô com o trem do pré-metrô.

Estação Cinelândia em 1980.

O interior de um carro original do metrô fluminense.

Funcionário da Limpeza do Metrô.

Trens no Centro de Manutenção.

A integração com os ônibus do Metrô em Botafogo.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A Viagem da Linha 4

Confira a matéria do RJTV exibida em 02 de Julho de 2016:

https://globoplay.globo.com/v/5135388/

terça-feira, 26 de julho de 2016

Gávea, Cruz Vermelha, São João e Carioca

Os Governadores Pezão/Dornelles, o Secretário Estadual de Transportes Rodrigo Vieira, a presidente da Rio Trilhos Tatiana Carius e o Presidente do Metrô Rio, Flávio Almada afirmam que a Estação Gávea será inaugurada em 2018.

Você acredita nisso? Muitos leitores deste blog não. E eles têm razão. Como é público e notório, o estado está quebrado. A obra da Linha 4, que deveria ter custado cerca de R$ 5 bilhões, já passou dos R$ 10 bilhões. O tatuzão encontra-se desligado e precisa ser remontado para escavar um novo túnel por baixo do Leblon até a futura Estação Gávea, cujas obras estão paradas há cerca de dois anos.

Muitas outras autoridades prometeram no passado concluir estações das Linhas 1 e 2 cujas obras foram inicidas e nunca terminadas.

A Estação Praça da Cruz Vermelha e a plataforma da Linha 2 da Estação Carioca tiveram suas obras iniciadas nos anos 80 e 70 respectivamente. Na Cruz Vermelha, o remanejamento da rede de serviços públicos foi feito. O tatuzão escavou cerca de 80 metros no bairro do Estácio. Na Estação Carioca, grande parte dos custos da plataforma da Linha 2 já foram contabilizados. A plataforma está ali (foto), aguardando o trem chegar. A conclusão da Linha 2 também beneficiaria a Estação Catumbi e a Estação Praça XV cujas obras nunca saíram do papel. O último capítulo desta estória aconteceu no final de 2015, quando Carlos Osório, então Secretário de Transportes, declarou que o Governo pagou R$ 25 milhões para que a Metrô Rio entregasse o projeto técnico de engenharia para a conclusão desta obra. Até agora, nada e o dinheiro público....

Já a Estação Morro de São João, muitas vezes chamada de Estação Rio Sul, também emperrou, apesar de vermos sua caverna quando pegamos o trem da Estação Cardeal Arco Verde em direção à Estação Botafogo. A BRASCAN, dona do Rio Sul, negociou mas não fechou com o Governo Estadual nos anos 90. Apenas uma plataforma foi construída. Moradores e trabalhadores de Botafogo já entregaram abaixos-assinados exigindo a conclusão da obra mas o Governo ignora dizendo sempre que "um dia, a gente retoma esta obra".

E a Estação Gávea? Largada para escanteio em 2014, ela que deveria ser a mais importante da Linha 4, pois teria duas plataformas, ou seja, receberia duas linhas de metrô. O Governo diz que vai retomar esta obra depois dos Jogos Paralímpicos. O povo não acredita.

É bom lembrar que este Governo foi reeleito em 2015 prometendo metrô para o Méier, para Jacarepaguá, para Alvorada e Recreio, fazer a linha Gávea - Carioca e também a conclusão da Linha 2 no Centro. Mentira eleitoral não é crime?

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Tapumes do Metrô no Leblon Serão Retirados dia 16

O Globo deu esta manchete no dia 01 de Julho de 2016.

A matéria fala que a construtura adiantou R$ 350 milhões ao Estado que deve um total de R$ 980 milhões para completar a obra.

Isso tudo sem contar a Estação Gávea que está ameaçada de não ser concluída, conforme matéria.

terça-feira, 19 de julho de 2016

TCE Cobra Explicações

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro cobra explicações do Governo do Estado sobre as obras da Linha 4.

Segundo o TCE, a obra prevista em 1998 custaria R$ 392 milhões ao Governo, que acabou investindo R$ 8,4 bilhões entre 2010 e 2016. Uma diferença gigantesca, mesmo se você corrigir o valor de 1998 com a inflação.

Com a mudança no traçado da Linha 4 (em vez de sair de Botafogo, o metrô sairá de Ipanema), a utlização de novas tecnologias (tatuzão) e novos preços para a obra e para o bilhete do passageiro, uma nova licitação deveria ter sido feita antes do início das obras em 2010.

O que o Governo fez foi assinar um aditivo ao contrato da obra de 1998 com o mesmo consórcio vencedor da licitação original, a fim de indenizá-lo.

Fonte (a partir do minuto 33 no link abaixo):
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/06/30.html#!v/5130082


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Corrida para Obter Verba e Concluir Metrô a Tempo

Esta matéria foi publicada pelo O Globo em 30 de Junho de 2016.

O Estado do Rio corre para obter recursos federais para concluir a Linha 4. Isso porque os custos previstos iniciais eram da casa dos R$ 5 bilhões e agora estão em R$ 10,2 bilhões sem contar a Estação Gávea.

Atualização:
Em 05 de Julho de 2016, o Estado pagou R$ 350 milhões que faltavam para concluir o metrô olímpico.

O Estado precisa pagar R$ 639 milhões para fazer a Estação Gávea e também o túnel de ligação entre Leblon e a Gávea.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

De Azul para Amarelo

Segundo todos os mapas do PDTU dos anos 80, 90 e 00, a Linha 4 era para ser azul.

No entanto, a Metrô Rio optou pelo amarelo.

Tem mais que ser amarelo de vergonha, pois a Linha 4 nada mais é do que a Linha 1 ampliada.

Agora teremos um trilho só recebendo trens das Linhas 1, 2 e 4.

Os turistas perguntam: se temos as linhas 1, 2 e 4, cadê a Linha 3?

A foto é de Bruno Jesus.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Por Onde Entramos na Estação Fantasma

Há diversos acessos à plataforma da Linha 2 na Estação Carioca. Quando visitamos a misteriosa, em 13 de Novembro de 2015, entramos pela entrada de serviço. Na imagem ao lado, esta entrada seria na plataforma do trem sentido Estação Glória, do lado do desembarque.

Durante a visita, subimos uma das escadas principais que deveriam ser utilizadas pelos passageiros. Na mesma figura ao lado ela está no centro da imagem, entre as duas vias. O video que fizemos mostra exatamente este acesso (foto abaixo). Há outras escadas já construídas.

Uma delas, a menor, quase que no centro da imagem, fica na entrada de uma academia de ginástica que está em funcionamento no local.


Na segunda imagem, temos o projeto de um teatro, que nunca foi inaugurado. Ele faria parte da chamada "Cidade Subterrânea", que nada mais seria do que um centro comercial. O teatro teria capacidade para 500 pessoas e ficaria ao lado de um cinema, também para 500 pessoas. O detalhamento do projeto vai além: a estação teria bares, restaurantes, lojas, uma agência dos correios, área de telefonia e comunicação externa e uma área para descanso dos passageiros.

Como há pouca circulação de pessoas no andar de baixo da estação, há pouco comércio ali. O centro comercial só vai funcionar a todo vapor quando o fluxo de passageiros entre as duas linhas funcionar para valer.

O terceiro diagrama, mostra a plataforma da Linha 2. Nós utilizamos a escada do canto de baixo à direita para fazermos a "baldeação com a Linha 1" (foto). Ela dará acesso direto a quem for seguir viagem na direção Estação Praça da Cruz Vermelha. A escada de baixo do canto esquerdo é para quem desembarcar vindo da Estação Praça da Cruz Vermelha.

Visitamos também as outras escadas da imagem mas não abrimos todas as portas, pois estavam trancadas. Algumas ainda tem vigas impedindo a passagem e esperando acabamento.

Quando o Secretário de Transportes Carlos Osório fez a coletiva de imprensa na plataforma da Linha 2, os jornalistas usaram a escada central, que está no centro da imagem. Seu acesso a partir da Estação Carioca está localizado a esquerda por quem desce as escadas vindo da Avenida Chile.


A previsão de demanda (feita em 1968) para 1990 era de que 980 mil pessoas passassem por dia pela Estação Carioca. Hoje, esta demanda deve chegar a 1,5 milhão de pessoas, considerando o grande fluxo de pessoas chegando à Estação Praça XV pelas Barcas e uma provável ligação com o sistema de bondes de Santa Teresa os modernos VLTs.

Há mais sobre a Linha 2 neste blog. Basta clicar em "Linha 2".














quinta-feira, 7 de julho de 2016

Estação Jardim Oceânico Pronta

 A Estação Jardim Oceânico teve suas obras terminadas em 29 de Junho e foi entregue à concessionária Metrô Rio no dia 30 de Junho de 2016.

Trata-se da terceira estação da Linha 4 entregue. Ainda faltam concluir a Estação Jardim de Alah, a Estação Antero de Quental e a plataforma da Linha 4 na Estação General Osório.
Estação Gávea em Xeque:
O Estado demitiu 4 mil operários que poderiam ter sido deslocados para concluir a obra da Estação Gávea. Sem esta mão-de-obra parece mesmo que a Estação Gávea ficará anos sem ser concluída, como a Estação Morro de São João, Estação Praça da Cruz Vermelha, etc.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Primeiro Metrô da Oceania

Desde 2014, está sendo construído em Sidney, principal cidade da Austrália, o primeiro metrô de toda a Oceania.

No mapa ao lado, está em verde o trecho da Linha 1 que deverá ser inaugurado em 2019. A linha em azul é uma expansão da Linha 1 que está gerando polêmica na Austrália, devido aos seus custos altos. Este trecho em azul tem suas obras programadas para começarem em 2017 com inauguração prevista para 2024.

Grande parte do traçado em previsto para ser construído está sendo feito por tatuzão. O projeto para o metrô em Sydney vem desde o começo do Século XXI.

A população está tão satisfeita com a obra que Melbourne (Austrália) já estuda a construção de seu metrô.

Já falamos de:

Brasil:
Belo Horizonte (MG)
Curitiba (PR)
Porto Alegre (RS)
Recife (PE)
Salvador (BA)
São Paulo (SP)
Teresina (PI)

Américas:
Buenos Aires (Argentina)
Chicaco (Estados Unidos)
Cidade do México (México)
Cidade do Panamá (Panamá)
Nova Iorque (Estados Unidos)
Santiago (Chile)
Santo Domingo (República Dominicana)
Toronto (Canadá)
Vancouver (Canadá)

Europa:
Baku (Azerbaijão)
Copenhague (Dinamarca)
Estocolmo (Suécia)
Frankfurt (Alemanha)
Lisboa (Portugal)
Madrid (Espanha)
Milão (Itália)
Moscou (Rússia)
Paris (França)
Sevilla (Espanha)
Sochi (Rússia)
Varsóvia (Polônia)
Viena (Áustria)

África:
Argel (Argélia)
Cairo (Egito)
Lagos (Nigéria)

Ásia:
Cingapura (Cingapura)
Doha (Qatar)
Dubai (Emirados Árabes)
Mecca (Arábia Saudita)
Nova Déli (Índia)
Pyongyang (Coréia do Norte)
Tashkent (Uzbequistão)
Tóquio (Japão)

Oceania:
Sydney

terça-feira, 28 de junho de 2016

Metrô de Santiago (Chile)

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Cidade do Panamá (Panamá), Nova Iorque (Estados Unidos), Santo Domingo (República Dominicana), Toronto (Canadá) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Baku (Azerbaijão), Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França), Sevilla (Espanha), Sochi (Rússia), Varsóvia (Polônia) e Viena (Áustria).

Da Ásia, falamos de Cingapura (Cingapura), Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Mecca (Arábia Saudita), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

Da África, falamos de Argel (Argélia), Cairo (Egito) e Lagos (Nigéria).

O metrô de Santiago (Chile) foi inaugurado em 1975. Hoje, o metrô tem seis linhas (1, 2, 4, 4A, 5 e 6). Há obras de expansão das Linhas 2 e 6, além da construção da Linha 3. Tudo isso deverá estar pronto até 2020.

O metrô de Santiago transporta diariamente 2,5 milhões de pessoas. São 108 estações e 103 quilômetros de trilhos em operação. É o segundo maior sistema da América Latina (atrás apenas do da Cidade do México) e o eleito o melhor deles.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Estação São Conrado Pronta

A Estação São Conrado foi entregue pelo consório Rio Barra à concessionária Metrô Rio no dia 15 de Junho de 2016.

A estação é uma das mais bonitas da Linha 4 e deverá receber cerca de 60 mil pessoas por dia.

Confira três fotos ao lado.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Metrô de Cingapura (Cingapura)

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Cidade do Panamá (Panamá), Nova Iorque (Estados Unidos), Santo Domingo (República Dominicana), Toronto (Canadá) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Baku (Azerbaijão), Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França), Sevilla (Espanha), Sochi (Rússia), Varsóvia (Polônia) e Viena (Áustria).

Da Ásia, falamos de Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Mecca (Arábia Saudita), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

Da África, falamos de Argel (Argélia), Cairo (Egito) e Lagos (Nigéria).

O metrô de Cingapura foi inaugurado em 1987 e tem 121 estações e 171 quilômetros. Já há trabalhos de expansões em andamentos nas cinco linhas que estão previstas para serem inauguradas entre este ano e 2030.

Se já é possível praticamente percorrer toda a cidade com o sistema atual, imagina quando as expansões estiverem inauguradas e em operação.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Segurança em Xeque

No final de maio já havíamos tocado no assunto da segurança, conforme link abaixo. De qualquer maneira, os órgãos oficiais começaram a se mexer.

É bom tomar cuidado ao andar pelo novo trecho do metrô. Não há tempo de se testar tudo. O Rio de Janeiro terá o primeiro metrô do mundo inaugurado quase que praticamente sem testes. Em meados de Junho, apenas a Estação Nossa Senhora da Paz foi concluída 100% As demais continuam em obras.

Os trens da Linha 4 foram testados através das Linhas 1 e 2. São quinze trens em circulação desde 2015. Todo o restante da estrutura precisa ser testada.

A matéria do O Globo foi publicada em 09 de Junho de 2016.

Sugiro a leitura do link abaixo:

http://metrodorio.blogspot.com.br/2016/05/quem-vai-assumir-irresponsabilidade.html

terça-feira, 14 de junho de 2016

VLT Inaugurado

No domingo, 05 de Junho, foi inaugurada a primeira linha de bondes modernos do Rio. Esta linha liga a Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont e tem 18 quilômetros.

Esta linha de bonde foi construída onde deveria circular a Linha 5 do metrô desde 2007.

VLT não é solução para o transporte de massa de nenhuma grande metrópole.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Estação Nossa Senhora da Paz Pronta

Consórcio Rio Barra entregou Estação Nossa Senhora da Paz à concessionária Metrô Rio no dia 27 de Maio.

Metrô Rio agora se prepara para realizar os testes com trens, instalar as bilheterias e roletas, testar situações de emergência, elevadores, escadas rolantes, etc

A Praça Nossa Senhora da Paz teve os tapumes retirados e foi devolvida à população no dia 28 de Maio.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Superlotação, um Problema para Quem Usa o Metrô

Esta foi a manchete utilizada pelo O Globo em 20 de Dezembro de 2015.A matéria mostra como de 2012 a 2015, o metrô passou de 695 mil usuários diários para 850 mil., um crescimento de 22% As obras no Centro e a não conclusão da Linha 2 são as razões da superlotação dos trens do metrô.

Na segunda parte da matéria, o Secretário Estadual de Transportes, Carlos Osório prometeu construir o trecho final no Centro da Linha 2 que seria Estação Estácio, Estação Catumbi, Estação Praça da Cruz Vermelha, Estação Carioca e Estação Praça XV a partir de 2017 para desengessar o metrô. O projeto de engenharia fora contratado pelo governo por R$ 25 milhões junto à concessionária Metrô Rio. O jornal ouviu o especialista Atílio Flegner que disse que colocar os trens da Linha 2 nos trilhos da Linha 1 foi um grave erro que vai piorar com a inauguração da Linha 4.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Metrô de Varsóvia (Polônia)

Do Brasil, falamos de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Nas Américas, falamos de Buenos Aires (Argentina), Chicago (Estados Unidos), Cidade do México (México), Cidade do Panamá (Panamá), Nova Iorque (Estados Unidos), Santo Domingo (República Dominicana), Toronto (Canadá) e Vancouver (Canadá).

Da Europa, falamos do de Baku (Azerbaijão), Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha), Lisboa (Portugal), Madrid (Espanha), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Paris (França), Sevilla (Espanha), Sochi (Rússia) e Viena (Áustria).


Da Ásia, falamos de Doha (Qatar), Dubai (Emirados Árabes), Mecca (Arábia Saudita), Nova Déli (Índia), Pyongyang (Coréia do Norte), Tashkent (Uzbequistão) e Tóquio (Japão).

 Da África, falamos de Argel (Argélia), Cairo (Egito) e Lagos (Nigéria).

Chegou a hora de falarmos do pequeno porém simpático metrô de Varsóvia (Polônia). A Linha 1 tem 23 quilômetros com 21 estações. É o
coração do sistema. A Linha 2 tem 6 quilômetros e 7 estações. Há projetos de expansão da Linha 2, que deverá ser oito vezes maior e também o projeto para a Linha 3, que teria 58 estações.

É bom que o leitor repare que a capital da Polônia tem menos de 2 milhões de pessoas e que mais de um quarto desta população utiliza o sistema diariamente.

A cidade polonesa tem também uma grande oferta de bondes na superfície e trens que ligam a capital aos subúrbios e a outras partes do país.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Mais Uma Estação Fantasma

Deu assim no O Dia de 18 de Novembro de 2015. A matéria fala sobre a segunda "estação fantasma" do metrô fluminense, a Estação Morro de São João, cuja obra começara nos anos 90 e até hoje nunca foi concluída. O jornal consultou o especialista Miguel Gonzalez e o engenheiro Licínio Machado, da Associação de Moradores de Botafogo.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Linha do Tempo da Linha 4

Confira como o estado foi irresponsável, omisso e errou em diversas previsões ao longo dos anos.

Cronograma:
1998: Licitação e início previsto para as obras da Linha 4 original.
1999: Expansão para a Barra da Tijuca descartada.
Março 2010: Instalação do canteiro de Obras na Estação Jardim Oceânico.
Março 2010: Previsão do Início das Obras da Linha 4.
Junho 2010: Início das Obras da Linha 4.
Agosto 2010: Fundação do Movimento Metrô que o Rio Precisa que constesta o projeto da Linha 4 em construção.
Setembro 2010: Início das explosões na Barra da Tijuca.
Outubro 2010: Divulgado que ligação entre Estação Jardim Oceânico e túnel através de montanha será através de uma ponte.
Novembro 2010: Instalação do canteiro de obras e início das obras em São Conrado.
Dezembro 2010: Conclusão do túnel de serviço na Barra da Tijuca.
Janeiro 2011: Início da construção do túnel entre a Estação Jardim Oceânico e a Estação São Conrado.
Março 2011: Estado divulgou a localização das estações da Linha 4.
Abril 2011: Governo anunciou que a Estação Gávea não seria mais construída.
Maio 2011: Governo voltou atrás e a Estação Gávea voltou ao projeto.
Agosto 2011: Início da construção da Estação São Conrado e da Estação General Osório 2.
Dezembro 2012: Estado divulgou que a Estação General Osório terá um acesso pela Lagoa Rodrigo de Freitas.
Janeiro 2013: Início das obras da Estação Nossa Senhora da Paz, Estação Jardim de Alah, Estação Praça Antero de Quental e Estação Gávea.
Fevereiro 2013: Interdição da Estação General Osório e da Estação Cantagalo.
Março 2013: Reaberta a Estação Cantagalo.
Junho 2013: Fábrica de Aduelas montada, início da construção do túnel de serviço na Gávea, fim da escavação da Estação São Conrado e da Estação Nossa Senhora da Paz.
Julho 2013: Previsão do início da escavação do tatuzão.
Agosto 2013: Tesouro arqueológico é descoberto em obras do metrô no Leblon.
Setembro 2013: Movimento Metrô que o Rio Precisa conseguiu que a Estação Gávea seja construída com duas plataformas, para duas linhas de metrô.
Dezembro 2013: Previsão de reabertura da Estação General Osório.
Fevereiro 2014: Início da escavação do tatuzão.
Março 2014: Estação General Osório foi reaberta.
Abril 2014: Moradores da Barra da Tijuca pedem metrô até a Estação Alvorada; Estado divulgou que vai construir a Linha 5 (nada mais do que a Linha 4 original).
Maio 2014: Após semanas sem informações, foi revelado que o tatuzão enfrentava problemas para escavar.
Junho 2014: A Estação São Conrado terá o novo nome de Estação São Conrado/Rocinha.
Setembro 2014: Previsão da licitação dos estudos técnicos da Linha 5 (Linha 4 original).
Novembro 2014: Tatuzão voltou a operar.
Janeiro 2015: Previsão de Novembro/14 para o tatuzão chegar à Estação Nossa Senhora da Paz.
Fevereiro 2015: Conclusão do rabicho para futuras expansões na Estação Jardim Oceânico.
Março 2015: Tatuzão chegou à Estação Nossa Senhora da Paz.
Março 2015: Sem dinheiro, Estado interrompeu as obras da Estação Gávea.
Maio 2015: Previsão de Novembro/14 para o tatuzão chegar à Estação Jardim de Alah.
Agosto 2015:  Previsão de Novembro/14 para o tatuzão chegar à Estação Praça Antero de Quental.
Agosto 2015: Tatuzão chegou à Estação Jardim de Alah.
Dezembro 2015: Previsão inicial da conclusão das obras da Linha 4.
Dezembro 2015: Previsão de Novembro/14 para o tatuzão chegar à Estação Gávea.
Dezembro 2015: Tatuzão chegou à Estação Antero de Quental.
Janeiro 2016: Inauguração original da Linha 4 (2010).
Janeiro 2016: Previsão de início dos testes da Linha 4 (2014).
Março 2016: Governo Anunciou que a Estação Gávea ficou para 2018.
Abril 2016: Tatuzão alcançou túnel vindo de São Conrado.
Maio 2016: Governo anuncia que Linha 4 será inaugurada em Agosto somente para quem tiver ingresso olímpico.
Maio 2016: Fim da colocação dos trilhos da Linha 4.
Maio 2016: Primeiro trem da MAFERSA é puxada por um trackmobile da Estação General Osório 2 até a Estação Jardim Oceânico.
Julho 2016: Previsão do início comercial da Linha 4 (2014).
Agosto 2016: Previsão do início comercial da Linha 4 (maio/16).
Janeiro 2017: Conclusão das obras da Estação Gávea (2014).
2018: Conclusão da Estação Gávea.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quem Vai Assumir a Irresponsabilidade?

A inauguração apressada do chamado pelo Governo de Linha 4 mas que a população apelidou de "puxadinho da Linha 1" causa apreensão entre os cariocas. Tudo isso porque o cronograma original das obras da Linha 4, divulgado no primeiro semestre de 2010, previa a conclusão das obras em Dezembro de 2015 e a abertura ao público em Julho de 2016, após seis meses de testes.

No entanto, o cronograma foi por água abaixo. O tatuzão demorou a ser montado na caverna da Estação General Osório 2. Quando começou a escavar, enfrentou problemas sob a Rua Barão da Torre e ficou cerca de oito meses parado. O dinheiro também foi um problema e a Estação Gávea foi deixada para depois.

Por causa de um "compromisso olímpico" inexistente - conforme já noticiamos aqui o COI nunca exigiu esta obra do metrô - que o Governo gosta de repetir até que se torne uma verdade, vão inaugurar a Linha 4 de qualquer jeito, sem testes. Para se ter uma idéia do atraso, no final de Maio, ainda há trechos da Linha 4 sem os trilhos e o tatuzão ainda não recuou para abrir o túnel entre Leblon e Gávea.

O que é preciso ser testado? Se os trens passam certinho sobre os trilhos; se vai caber nas estações, o sistema de freios automáticos, sinalização da via, a energia da linha férrea, das estações e das composições, o X após a Estação Cantagalo (para a Estação General Osório 1 e para a Estação General Osório 2, o sistema de ventilação, os elevadores, escadas rolantes, iluminação, bilheterias, catracas, sistema de alto-falantes, situações de pânico e emergência, saídas de emergência, a baldeação em Ipanema, etc, etc. Também seria necessário que testes de oferta e demanda fossem feitos para não superlotar o metrô.

O Clube de Engenharia e engenheiros de transportes já lançaram um alerta. Trata-se de uma loucura inaugurar o metrô sem ou com pouco tempo de testes. O próprio metrô fluminense só foi inaugurado em 1979 após seis meses de testes! Tudo em nome de um inexistente "compromisso olímpico".

Sendo assim, entrevistamos Atílio Flegner, especialista em mobilidade urbana, membro do Clube de Engenharia, membro do Fórum de Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro, membro do Movimento Linha 4 que o Rio Precisa e do Movimento Linha 2 Estácio - Praça XV para que ele fale um pouco dos riscos desta inauguração precoce.

BLOG: Atílio, como especialista em transportes, você acha que a Linha 4 vai facilitar a vida do carioca?
Atílio Flegner: De certa forma ela irá trazer o benefício da previsibilidade no tempo de viagem e também a rapidez de se chegar na Barra. Hoje é muito difícil o transporte entre Centro, Z.Sul e Barra, pois as vias de carros estão saturadas e o serviço de ônibus é muito precário, ainda mais depois da racionalização das linhas. Porém a “linha 4” representará um significativo aumento na demanda na Linha 1, que já opera com superlotação, ou seja, o benefício não será benéfico como seria se fosse feita a Linha 4 original.

BLOG: Como você viu a mudança no traçado da Linha 4, do projeto original de 1998, para o que estão construindo agora?
Atílio Flegner: A mudança de traçado foi algo bem prejudicial a concepção da Linha 4. O traçado licitado em 1998 iria ligar o Jardim Oceânico ao Bairro de Botafogo. Depois disso, foi feito um estudo da Rio Trilhos que indicava uma Linha 4 ligando o terminal Alvorada até a estação Carioca no centro da cidade. Em 2010 o traçado foi abandonado e resolveram implementar esse traçado atual que nada mais é que uma extensão da Linha 1 até a Barra. Sendo uma extensão, o sistema de metrô do Rio configura-se de forma anômala, sendo uma espécie de tripa e não uma rede. Esse sistema de linha única possui várias desvantagens dentre elas a mais prejudicial é o aumento da superlotação nos trens.

BLOG: Estamos em Maio e as obras ainda estão em andamento. Não está muito em cima para se inaugurar seis novas estações em Agosto? Além de testes básicos do metrô circulando pelos trilhos, também é preciso testar situações de pânico, saídas de emergência, banheiros, catracas, elevadores, etc. Quanto tempo é necessário para se testar tudo?
Atílio Flegner: Sim, está muito em cima e isso mostra como a obra vem sendo tocada de forma totalmente irresponsável. Geralmente os processos de inauguração de linhas de metrô que vemos mundo afora, demandam ao menos 4 a 6 meses de testes até o início de uma operação assistida, para só depois começar a operação comercial. Ainda há locais onde nem os trilhos foram instalados ainda e a essa altura do campeonato já deveriam ter trens circulando para os testes, isso mostra como o processo está desorganizado e muito corrido.

BLOG: Como é feito em outras cidades do mundo?
Atílio Flegner: Geralmente se leva de 4 a 6 meses em testes ou mais dependendo das características da linha. Uma extensão da Jubilee Linde de Londres levou 4 meses até começar os testes com passageiros em horário reduzido. O próprio metrô do Rio, Linha 1, levou mais de 6 meses sob testes no ano de 1978 até a inauguração em 5 de março de 1979. O VLT, que é um sistema bem menos complexo que uma linha de metrô subterrâneo, está em testes desde janeiro de 2016 e será inaugurado só agora em maio.

BLOG: Além de inauguraem as novas estações às pressas, chegou a informação até este blog que a Linha 4 não terá sinalização automática. Isso é arriscado?
Atílio Flegner: O metrô do Rio de Janeiro possui piloto automático somente entre Uruguai e Cantagalo, todo o trecho que é a Linha 2 e entre Cantagalo e Ipanema, na Linha 1, não possui piloto automático (P.A.). Esse dispositivo controla as acelerações e frenagens do trem, o piloto humano nada realiza, apenas monitora o sistema e controla as portas. Sem o piloto automático a “linha 4” terá os mesmos problemas da Linha 2, ou seja, os intervalos tendem a ser irregulares. Caso os pilotos tenham bom treinamento o processo pode ser seguro, mas dependerá de muita habilidade e também bom funcionamento do sistema ATP, que trava os trens caso um piloto avance o sinal vermelho. O grande problema da falta do piloto automático é que a linha de metrô não poderá ter intervalos menores, reduzindo assim a capacidade de transporte e ofertando menos lugares no sistema aos passageiros.

BLOG: Outro risco é o Y com trens vindos de duas estações General Osório para a estação Cantagalo. Estou exagerando ou um erro humano pode causar um desastre neste ponto? 
Atílio Flegner: Na verdade esse é um cruzamento em “X” já que o trem que sai de Ipanema 2 cruza a via do trem que iria para a Ipanema 1, conferindo uma considerável perda de capacidade ao sistema. O CCO-Centro de Controle Operacional deverá estar bem atento a esse cruzamento. Porém inicialmente essa junção não irá operar agora. O trecho General Osorio 2- Jardim Oceanico operará separado da Linha 1, os passageiros terão que trocar de trem em Ipanema para seguir viagem até a a Barra.

BLOG: Você defende inutilizar a primeira Estação General Osório?
Atílio Flegner: Quando a Linha 1 prosseguir seu caminho até a Gávea e a Linha 4 continuar da Gávea para Barra, não vai fazer sentido a existência de duas estações General Osorio. Aliás, nunca fez sentido, o problema é que o governo errou ao fazer novamente o trecho Cantagalo-Ipanema. Sendo assim a atual estação de General Osorio ficará sem sentido operacional, mas poderá ser convertida num estacionamento de trens, já que eles passarão pela segunda General Osorio e seguirão em direção a Ipanema e Leblon. 

BLOG: Com o fim das Olimpíadas, é preciso retomar as obras da Estação Gávea. Você acha este trecho importante?
Atílio Flegner: A estação Gávea é a mais importante dessa linha pois com ela é possível retomar o projeto original de levar a Linha 4 para o Centro da Cidade, passando por Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras, bem como retomar a ideia da Linha 1 circular, concluindo o túnel de 5,5 Km entre a estação Uruguai e a estação Gávea, que se tornaria ponto de transferência entre as linhas 1 e 4. Lembro ainda que o governo chegou a dizer que não iria fazer a estação Gávea, depois afirmaram que não iriam fazer em dois níveis, só após pressão do movimento O metrô que o Rio Precisa e com apoio do Ministério Publico o INEA colocou como uma das clausuras a serem cumpridas pelo governo a instalação da estação Gávea em 2 níveis, para no futuro atender as Linhas 1 e 4.

BLOG: Finalmente, o que outros especialistas, engenheiros, Clube de Engenharia, ... dizem sobre o pouco tempo de testes da Linha 4?
Atílio Flegner: É consenso geral que a “linha 4” está sendo gerida de forma irresponsável. Vide o fato de que essa semana o governo anunciou que irá abrir a linha de metrô somente para as pessoas com ingressos olímpicos e depois que terminar as Olimpíadas irá fechar o trecho para “ajustes” e só abrirá para público em setembro, ou seja, durante as Olimpíadas os turistas e cariocas com ingresso irão servir de cobaias, pois o metrô não estará operando com 100% de segurança.

Fica a pergunta: em caso de acidente - vide a Ciclovia Tim Maia - quem vai assumir a responsabilidade?

Um alerta à população: só utilizem a Linha 4 após seis meses de sua entrada em operação. Antes deste prazo, não se sabe se o metrô é seguro ou não.